Imagem pessoal, eu na largada do Campeonato Brasileiro Junior 2003 em Marília, SP. Prova também válida para o Campeonato Paulista Junior. Equipe Caieiras / Adenosina / Academia Aquaplay
Segundo regras estabelecidas pela União Ciclística Internacional (UCI) e que por consequência todas as confederações e federações devem adotar, é necessário a realização de controle da distância máxima de prova e a relação que as categorias de base devem utilizar. Entenda quais são e principalmente o porquê são adotados estes critérios.
As regras da UCI estabelecem que a divisão de categorias perante o calendário oficial deve ser feita pela faixa etária definida pelo ano de nascimento, com isso as categorias são classificadas (segundo a UCI) em:
Ressalvas podem ser feitas a exemplo da separação pela CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) em que acrescenta a categoria sub-30 (23 a 29 anos) para atletas que não se enquadram em índice técnico para competir em calendário oficial na elite e para as categorias de base de acordo com regulamento da CBC organiza-se da seguinte forma:
Segundo regulamento oficial fica estabelecido ainda que a distância máxima de provas:
Distâncias máximas para cada categoria nas provas que compõem o Calendário Nacional, segundo regulamento da CBC. C.R.I contrarrelógio individual
Para cada umas destas categorias fica estabelecida uma metragem máxima em que é permitido pelo uso da relação, sendo:
Até o final de 2022 o regulamento previa que a categoria júnior deveria ter controle de metragem de 7,93, porem este foi retirado, estando no regulamento atual liberado o uso de relação livre
A metragem máxima é a forma de controle feita para que atletas utilizem uma relação máxima estabelecida pelo controle da transmissão pelo tamanho da coroa e do cassete que pode ser utilizado
Um exemplo bem prático disso é, se um atleta tem uma bike com uma cora de 52 dentes ele só poderá utilizar como menor cassete
A tabela está fazendo referência ao exemplo de se utilizar uma coroa com 52 dentes, a modificação do tamanho da coroa (maior ou menor) influenciará na determinação do cassete para que se enquadre na metragem máxima autorizada.
O controle da metragem é feita sempre pré e pós competição, sendo pré competição de responsabilidade do atleta e consequentemente seu(s) responsáveis (técnico ou familiares) e pós-competição imediatamente após e obrigatório com a presença de um comissário para a verificação.
A aferição é feita como representada na imagem abaixo, é feita a demarcação da metragem no chão, deve-se posicionar a bicicleta no início com um dos pedais posicionado para baixo e conduzir a bicicleta de costas até o ponto final, para atingir a metragem adequada pela categoria a relação que foi escolhida deve completar no máximo 1 volta no pedal, qualquer diferença para mais obriga o atleta a travar a relação em um cassete acima. Por isso a escolha adequada da coroa faz grande diferença, já que pode-se aproximar mais da metragem autorizada com a escolha adequada da transmissão.
Mas porque é feito este controle? O controle da metragem é um ponto importante de controle de intensidade, para se “quebrar” a resistência entre a relação utilizada se utiliza força e quanto mais pesada a relação basicamente maior a força empregada a cada ciclo de pedalada, com isso quando se observa isso fisiologicamente maior é a possibilidade do dano muscular na estrutura muscular o que pode passar de uma resposta fisiológica normal decorrente do esforço físico para um grande risco de lesão e afastamento do esporte.
Para quem quiser se aprofundar mais a respeito do treinamento para crianças e adolescentes eu escrevi o artigo “Treinamento esportivo para criança por que é tão importante de controlar o volume e a intensidade”.
No processo de formação de um futuro atleta é fundamental o controle das cargas de treinamento, a adequação e treinamento com a relação condizente com a idade é um fator fundamental que deve ser sempre observada por treinadores, dirigentes e até mesmo familiares para que os jovens possam construir uma longa e forte vida no esporte.
Para saber mais acesse o link abaixo
Fábio Medici Lorenzeti,
Diretor e treinador na Medici Assessoria Esportiva.
Mestre em Ciências (EEFE-USP, Lab. de nutrição e metabolismo aplicado a atividade motora)
Autor dos livros: Nutrição e Suplementação Esportiva: aspectos metabólicos, fitoterápicos e da nutrigenômica (2015, Phorte); Exercício, Emagrecimento e Intensidade de Treinamento: aspectos fisiológicos e metodológicos (2013/2ª ed., Phorte); Biologia e Bioquímica: Bases aplicadas às ciências da saúde (2011, Phorte). Além de outros trabalhos científicos nacionais e internacionais.
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