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Medici Assessoria

Danilo Lutiano Valerio • 26 de novembro de 2022

Análise sobre o Comitê Paralímpico Brasileiro e o Campo Esportivo Paralímpico do Brasil

Danilo Lutiano Valerio é doutor em Educação Física pela Faculdade de Educação Física da UNICAMP, mestre em Ciências da Atividade Física - Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP) e bacharel em Educação Física e Saúde (EACH-US).


Nesta análise aborda o que discutiu no tema do seu doutorado “A institucionalização do Comitê Paralímpico Brasileiro e o Campo Esportivo Paralímpico do Brasil: uma análise a partir das Categorias de Campo, Capital e Habitus”



Ao longo das últimas décadas o Desporto Paralímpico Brasileiro vem se desenvolvendo em âmbito nacional e internacional. Nos Jogos Paralímpicos de Verão, principal competição do Movimento Paralímpico, os atletas brasileiros conquistaram posições de destaque em edições recentes.


A minha tese de Doutorado “A institucionalização do Comitê Paralímpico Brasileiro e o Campo Esportivo Paralímpico do Brasil: uma análise a partir das Categorias de Campo, Capital e Habitus” vinculada a Faculdade de Educação Física da Universidade Estadual de Campinas com orientação do Prof. Titular Paulo Ferreira de Araújo teve como escopo central analisar os fatores que possibilitaram o avanço esportivo, econômico e administrativo do Esporte Paralímpico do Brasil.


Diante dessa análise foi observado que o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) foi peça fundamental para o desenvolvimento dessa conjuntura esportiva nacional, em virtude de que o Desporto Paralímpico do Brasil está estruturado tendo como eixo dessa organização o CPB, que se tornou o agente responsável por definir as principais ações e estratégias dentro desse contexto esportivo.


Essa percepção traz o CPB como coordenador principal que sistematizou e efetuou um planejamento estratégico para a execução de projetos e programas de prática esportiva paralímpica e adaptada junto a instituições públicas (Federais – Estaduais – Municipais) e instituições privadas (Centros Médicos de Reabilitação – Confederações de Modalidades Esportivas) com o objetivo principal do fomento esportivo vinculado ao Ambiente de Prática Esportiva de Rendimento (Atletas).


Observou-se que o CPB na figura dos seus dirigentes planejou, arquitetou, e efetivou uma gestão de caráter profissional projetando-a de acordo com três dimensões (Governamental – Diretiva – Esportiva) que tiveram como princípios fundamentais o foco em práticas Organizacionais/Administrativas – Financeiras – Em Infraestrutura – Técnicas/Físicas/Esportivas.


A sistematização dessas ideias está ancorada e fundamentada a partir das Categorias de Campo, Capital e Habitus. Esses conceitos sociológicos permitiram delinear e definir o Desporto Paralímpico do Brasil como uma esfera, um espaço social específico de prática esportiva que manifesta no seu interior todas as particularidades e características que o tornam passível de ser classificado como tal.


Por fim a institucionalização do CPB foi fator fundamental para o desenvolvimento esportivo paralímpico do Brasil, dado que ele foi o agente responsável direto por idealizar e efetuar ações que foram significativas e imprescindíveis para o oferecimento de um suporte estrutural, organizacional e profissional para o cenário paradesportivo nacional.


 

Para um estudo mais detalhado sobre o tema e o que foi discutido no trabalho:

 

LUTIANO, D. V. A institucionalização do Comitê Paralímpico Brasileiro e o Campo Esportivo Paralímpico do Brasil: uma análise das Categorias de Campo, Capital e Habitus. Campinas: UNICAMP, 2022. 270 P. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas, 2022.


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